Ao longo da história, o Flamengo formou vários craques para
a seleção brasileira e, inusitadamente, presenteou a Espanha com um grande
centroavante. José Armando Ufarte Ventoso nasceu no país das touradas em 1941,
mas veio para o Brasil com a família aos 13 anos de idade, fixando residência
no Rio de Janeiro.
Ingressou nas categorias de base do Flamengo em meados da década de 50, após passar em uma peneira. Não demorou para que os companheiros o batizassem pelo apelido de "Espanhol".
Estreou no time profissional em 1961, aos 20 anos, mas não conseguiu espaço entre os titulares devido à abundância de craques ofensivos – Gérson, Dida, Henrique, Babá, Joel… Foi emprestado ao Corinthians para ganhar experiência, e retornou ao Fla na metade de 1962. Conquistou a titularidade, e destacou-se na conquista do Campeonato Carioca do ano seguinte, assumindo a camisa dez após a negociação de Dida com a Portuguesa de Desportos.
Espanhol
foi vendido para o Atlético de Madrid em 1964, e defendeu o clube por dez anos,
consagrando-se como um de seus maiores craques. Rebatizado como Ufarte, o
craque conquistou três títulos espanhóis, e entrou para a história ao marcar o gol
que classificou a Fúria para a Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966.
A
Espanha caiu no grupo da morte, com Alemanha, Argentina e Suíça, e acabou
eliminada na primeira fase, num mundial que até o Brasil de Pelé e Garrincha
fracassou. Mas a cria da base rubro-negra sentiu o gostinho de disputar a maior
competição esportiva do planeta, na terra da rainha.


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