SÁVIO, LICO E ANDREIA SANTOS NA FESTA DA FLA-LAGES


A Festa da Fla-Lages acontecerá no próximo dia 21 de abril (sábado, feriado de Tiradentes), a partir das 10h30, no Clube Caça e Tiro 1º de Julho. O evento terá a presença dos ex-jogadores Sávio e Lico, da ex-jogadora Andreia Santos, a Maycon, e de torcedores rubro-negros que residem em Lages e outros municípios catarinenses.

A festa será regada por um buffet livre. Os ingressos estão sendo vendidos na Joalheria Lenzi, por R$ 30,00. 

“Estamos preparando uma grande festa para celebrar a amizade e a paixão pelo Flamengo, e queremos receber um grande número de rubro-negros”, diz o embaixador da Fla-Lages, José Wanderley Pereira.




Convidados

Sávio


Jogou no Flamengo entre 1992 e 1997, e em 2006, marcando gols inesquecíveis, aplicando dribles desconcertantes, e conquistando títulos. Também defendeu a seleção brasileira, o Real Madrid (ESP), entre outros clubes.


Lico


O catarinense defendeu o Flamengo no início da década de 1980, ajudando o clube a vencer a Taça Libertadores da América, o Mundial Interclubes, e dois campeonatos brasileiros. É lembrado como um dos destaques da era de ouro rubro-negra.


Maycon 


Jogando pelo Flamengo, a lageana Andreia Santos, a Maycon foi uma das protagonistas da conquista do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino de 2016. Ela também ajudou a seleção brasileira a ganhar as medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.   

O evento também marcará as comemorações dos 19 anos da embaixada oficial do Flamengo na Serra Catarinense.





OS 10 MAIORES PÚBLICOS DO FLAMENGO

No século passado, o Maracanã esbanjava a alcunha de Maior Estádio do Mundo. Nas décadas de 60,70 e 80, o gigante de concreto recebia públicos superiores a 150 mil pessoas.

Fla x Flu, 1963: 177 mil pagantes
E o Flamengo, é claro, esteve envolvido nos jogos que arrastaram as maiores multidões ao Maracanã. O clube disputou seis das dez partidas que levaram os maiores públicos (pagantes) ao estádio oficialmente chamado de Jornalista Mário Filho (os outros quatro jogos foram da seleção brasileira).


A quem diga que alguns desses jogos levaram mais de 200 mil espectadores ao Maracanã, porém o que vale é o público pagante.

Flamengo x Vasco, 1976: 174 mil pagantes
Nove jogos foram clássicos, portanto, é legítimo afirmar que a partida entre Flamengo x Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 1983, foi a que concentrou o maior número de rubro-negros em toda a história. 

COPA RECORD RIO: UM TÍTULO QUASE ESQUECIDO

No final de 2005, a Rede Record de Televisão e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) realizaram a Copa Record Rio, reunindo vários clubes cariocas.

O Flamengo disputou a competição com jogadores reservas, pois os titulares estavam focados na luta pela permanência na Série A do Campeonato Brasileiro.

Mesmo assim, o clube conquistou o título do torneio (o único da temporada).

Em pé: Wilson, Thiago, Yuri, Fabiano Oliveira, Carlos Alexandre, Fabio Leal, Marcelinho, João Salge, Elan, e Paulo Vitor. 
Agachados: Robson, Fábio Júnior, Fabio, Igor Nakamura, Edinho, Lima, Eder, Emerson Geninho.

Na primeira fase, o Flamengo venceu o Bonsucesso (4x0), o Estácio de Sá (1x0) e o Botafogo (1x0), empatou com o Céres (1x1) e perdeu para o Villa Rio (0x1); Na semifinal, o time venceu o Céres (2x1). E na final, o clube derrotou o Olaria.

A partida decisiva foi disputada no dia 2 de dezembro, no estádio da Rua Bariri. No tempo normal, 0x0, e nos pênaltis, 5x4. A última cobrança foi executada pelo atacante Fábio Júnior.

***


Poucos jogadores daquele time alcançaram sucesso na carreira. 

O goleiro Paulo Vitor e o meia Renato Augusto (que não disputou a final) foram titulares do time profissional. O volante Robson e o lateral-direito Marcelinho tiveram participações importantes nos momentos decisivos do Carioca de 2004 e da Copa do Brasil de 2006, respectivamente. 

O goleiro Wilson se destacou no Figueirense e no Coritiba. 

Thiago, Fabio, Fabiano Oliveira, Edinho e Emerson Geninho tiveram chances no time principal, mas não conseguiram de firmar. 

NÉLIO: UM LÍDER NATO


O Globo, 19 de agosto de 1994

A edição trouxe uma matéria sobre o amadurecimento do meia armador Nélio.


O jovem camisa 10 assumiu a função de capitão e a responsabilidade dos gols.

E Nélio ajudou o time de garotos a superar a pressão do Campeonato Brasileiro daquele ano.
       

VITÓRIA DOS IRMÃOS COIMBRA

A taça Prefeito do Distrito Federal foi disputada em fevereiro de 1976, no estádio Mané Garrincha.

O torneio reuniu quatro clubes: Flamengo, Brasília, Ceub e Grêmio Brasiliense

As partidas semifinais foram disputadas no mesmo dia, reunindo um grande público.

O Flamengo venceu o Brasília por 2 a 1, gols de Geraldo e Zico, e o Ceub derrotou o Grêmio Brasiliense (não conseguimos identificar o placar final).

O jogo decisivo entre Flamengo x Ceub foi disputado no dia 7 de fevereiro, com mais um show nas arquibancadas.

E a família Coimbra conduziu o Flamengo ao título.

Os irmãos Zico e Edu marcaram os gols do triunfo por 2x1, escrevendo mais um capítulo vitorioso na história do clube.  

A ESTREIA DE ADRIANO


Morumbi, 6 de fevereiro de 2000.

Bastaram três toques na bola para o garoto de 17 anos, Adriano Leite Ribeiro mostrar o seu talento. O primeiro foi para dominar o lançamento de Rodrigo Mendes. O segundo foi para driblar o zagueiro são paulino. E o terceiro foi para estufar as redes de Rogério Ceni.

Adriano prepara o chute

O jogo valia pelo torneio Rio-São Paulo de 2000. 

O tricolor foi para o intervalo com a vantagem de 2x1. O Flamengo voltou para a etapa final com o desconhecido Adriano no lugar de Maurinho.

E o jovem fez o gol de empate logo no início, abrindo caminho para a histórica goleada de 5x2.

Começava a carreira profissional de Adriano.


Como de praxe, a equipe de reportagem do jornal O Globo foi até a famosa Vila Cruzeiro repercutir a realidade da nova promessa rubro-negra.

No ano seguinte, ele foi dado como moeda de troca na contratação de Vampeta, mas acabou conquistando a Europa,depois retornou para tirar o Flamengo da fila de títulos brasileiros.   
  

COPA DOS CAMPEÕES MUNDIAIS

A Copa dos Campeões Mundiais foi criada nos anos 90 para preencher a lacuna entre os estaduais e o brasileiro. A competição foi disputada entre 95 e 97, reunindo Flamengo, São Paulo, Santos e Grêmio (únicos clubes brasileiros campeões mundiais até então).

Os jogos foram disputados em cidades das regiões Norte, Nordeste, Centro-oeste e Distrito Federal. As partidas eram televisionadas pelo SBT.

O São Paulo faturou os títulos de 95 e 96.

E o Flamengo sagrou-se campeão em 97, com um time formado por garotos.


A base tinha Júlio César, Fábio Baiano, Júnior Baiano, Fabiano e Gilberto; Jorginho, Jamir, Maurinho e Iranildo; Lúcio e Evandro. 

Romário e Sávio se recuperavam de contusão e não jogaram. 

Na primeira fase, o Flamengo empatou com o Santos, por 0x0, e com o São Paulo, por 2x2, e venceu o Grêmio, por 4x2, classificando-se para a final.

Na decisão, o time derrotou o São Paulo, por 1x0, em Brasília, gol de Iranildo, e conquistou o título.

As partidas enchiam os estádios, e tinham grande audiência televisiva. A competição fazia parte do calendário da CBF, mas foi interrompida em 98 devido a Copa do Mundo da França, e nunca mais foi disputada.    

TORNEIO RELÂMPAGO

O Torneio Relâmpago foi disputado pelos times de maior torcida do Rio de Janeiro, entre os anos de 1943 e 1946.

No dia 12 de março de 44, o Flamengo venceu o Fluminense por 3x1, em jogo válido pela competição. 

Formação do Flamengo em 1944

Nilo, Perácio e Vevé fizeram os gols da vitória. A partida foi disputada no estádio de General Severiano.  

O ÚNICO JOGO DO FLAMENGO EM LAGES

O dia 11 de março de 1977 foi bem agitado no universo rubro-negro.

O atacante Luisinho teve o seu contrato renovado, com um pomposo aumento salarial. O meia Paulo César Carpeggiani embarcou para o Rio de Janeiro para assinar com o clube, após despedir-se do Inter de Porto Alegre. O ex-jogador Perácio foi sepultado no cemitério São João Batista, com honrarias do Flamengo e da Associação dos Ex-combatentes (ele lutou na Segunda Guerra Mundial).

E o time misto empatou em 1x1 com o Inter de Lages, num amistoso realizado no interior de Santa Catarina.

Time que empatou com o Inter de Lages

Em pé: Renato, Toninho, Dequinha, Paolino, Vanderlei Luxemburgo e Merica. Agachados: Kalu, Dendê, Renato, Adílio e Luís Paulo.

Toninho, Merica, Adílio e Luís Paulo foram os únicos titulares absolutos que entraram em campo. Zico e o técnico Claúdio Coutinho  serviam a seleção brasileira nas eliminatórias para o mundial da Argentina, e os demais atletas ficaram no Rio de Janeiro treinando para a disputa do Campeonato Carioca.  


SHOW DA GERAÇÃO DE 90

No dia 10 de março de 1993, o Flamengo enfrentou o Internacional de Porto Alegre, no Maracanã, pela Taça Libertadores da América. O jogou marcou a estreia do técnico Jair Pereira, e a introdução do novo uniforme da Umbro.

Chamada de capa do jornal O Globo para a matéria sobre o jogo
O Flamengo foi vibrante durante os 90 minutos e venceu por 3x1, com gols de Marquinho, Paulo Nunes e Marcelinho, e uma atuação irretocável do maestro Júnior.

 
Melhores momentos
O triunfo garantiu a classificação para a segunda fase. Nas oitavas de final, o Flamengo passou facilmente pelo Minerrvén, da Venezuela, mas acabou eliminado pelo São Paulo de Telê Santana. 
Depois disso, a promissora geração revelada na Copa São Paulo de 1990 se desfez.  Restaram as lembranças dos grandes jogos... 

VITÓRIA DA CAMISA SOBRE O SANTOS DE PELÉ

Em 9 de março de 1958, Santos e Flamengo duelaram pelo torneio Rio São Paulo, no Pacaembu. O Santos era considerado o melhor time do Brasil, e abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo, com Pepe e Pelé. O resultou parcial levou analistas como Nelson Rodrigues a preverem uma goleada alvi-negra. Mas a história reservava outro final.


Para contá-lo, vamos recorrer ao artigo escrito pelo próprio Nelson Rodrigues à revista Manchete Esportiva:

“Eu via o jogo em seus puros termos técnicos e táticos. Mas quando joga, o Flamengo tem, além do futebol, um outro valor mais alto. Refiro-me a camisa, que não é, como dizem alguns, demagogia sórdida. Não. E não creio que exista no futebol brasileiro algo de tão ativo, militante, imbatível, como a camisa rubro-negra”.

“Ao marcar o Santos o seu segundo gol, desenhou-se para o clube da Gávea a perspectiva pura e simples da goleada. Fazia-se necessário e urgunte um milagre. Içou-se, então, a camisa imortal”.


E o milagre aconteceu. Aos 43 do primeiro tempo, Henrique descontou. Aos 17 da etapa final, Dida empatou. E nos acréscimos, Duca virou. Final, Santos 2x3 Flamengo!

Uma vitória da camisa!

GAZELA NEGRA

Aproveitamos a data para homenagear a velocista Érica Lopes. Ela chegou ao Flamengo em 1960, após destacar-se em clubes do Rio Grande do Sul. Ganhou fama vestindo o manto rubro-negro. Conquistou títulos estaduais, nacionais e internacionais, e quebrou vários recordes ao longo da carreira.


Érica Lopes cruza a linha de chegada em primeiro lugar: rotina
Foi apelidada de Gazela Negra durante os Jogos da Primavera, porque corria sorrindo. Foi lembrada no samba enredo da Estácio de Sá que homenageou o centenário do Flamengo, em 1995. 

A letra continua na ponta da língua do torcedor: “Gazela Negra, corre um tento no olhar, será que você lembra como eu lembro o mundial, que o Zico foi buscar...”

EM CAMPO NO ÚLTIMO DIA DO ANO

No dia 31 de dezembro de 1939, o Flamengo venceu o Independiente da Argentina por 2x1, num amistoso realizado no Rio de Janeiro.

Três dos maiores craques da história do clube participaram do jogo: o zagueiro Domingos da Guia, o meio-campo Zizinho e o atacante Leônidas da Silva, que fez um gol de bicicleta no goleiro Bello – titular da seleção argentina. 

Foi à única vez que o Mengão entrou em campo no último dia do ano.

RUBRO-NEGROS NA 2ª GUERRA E O TRI DE 44

No dia 29 de outubro de 1944, um grupo de soldados brasileiros que combatia na Segunda Guerra Mundial “baixou à guarda” por 90 minutos para ouvir a decisão entre Flamengo e Vasco. Em algum lugar da Itália, eles sintonizaram o radioamador e torceram pelo Mengão.

Além de dar o primeiro tricampeonato estadual ao Flamengo, o gol solitário do argentino Augustin Valido levou alegria e esperança a um grupo de rubro-negros apaixonados que lutava pela liberdade do mundo.

No dia seguinte, o tenente José Carlos Teixeira Coelho escreveu uma carta a um amigo contando o fato. “Até parece que eu estava no Brasil, vibrando com todas as forças do meu coração. É impossível descrever a alegria da nossa turma flamenga”, dizia a carta.

O fato foi imortalizado pelo jornalista Mario Filho no livro “Histórias do Flamengo”.

O FLAMENGO E A COPA: UM CAMPEÃO BRASILEIRO DE SEIS COPAS

O elenco que conquistou o Tetracampeonato Brasileiro, em 1987, contava com dez jogadores que defenderam a Seleção Brasileira em pelo menos uma Copa do Mundo. Aquele time que mesclava experiência e juventude foi representado em nada menos que seis mundiais, somando os que aconteceram antes e depois de 1987. Da equipe que decidiu o campeonato contra o Internacional, apenas Andrade e Aílton não jogaram nenhuma Copa do Mundo. Possivelmente, nenhum time reuniu uma geração similar. 

O ciclo iniciou em 1978, quando Zico e Edinho (que na época era do Fluminense) foram convocados para a Copa da Argentina, e terminou em 1998, quando Bebeto e Aldair (já no Botafogo e no Milan, respectivamente), disputaram a Copa da França. 


A relação completa inclui os seguintes nomes: Zé Carlos (1990), Jorginho (1990 e 1994), Leandro (1982), Edinho (1978, 1982 e 1986), Aldair (1990, 1994 e 1998), Leonardo (1994 e 1998), Zico (1978, 1982 e 1986), Renato (1990), Bebeto (1990, 1994 e 1998) e Zinho (1994).

Aquele Flamengo cedeu cinco jogadores para a seleção que conquistou a Copa dos Estados Unidos, em 1994, quebrando um tabu de 24 anos sem títulos. 


Jorginho, Aldair, Zinho e Bebeto foram titulares absolutos na campanha do Tetra (da seleção), e Leonardo só perdeu a vaga porque deu uma cotovelada num atleta do time anfitrião, nas oitavas de final, e foi suspenso (com justiça) pela Fifa. 

O FLAMENGO E A COPA: O QUE O MENGÃO FEZ DURANTE A COPA DE 50?

Apesar de estarmos respirando Copa do Mundo, não deixamos de pensar no Mengão. O time está treinando para dar a volta por cima no Campeonato Brasileiro.

Na primeira vez que o Brasil sediou a Copa, em 1950, o clube excursionou pela região Nordeste, jogando partidas amistosas em três estados (Bahia, Sergipe e Alagoas). A delegação viajou desfalcada por Juvenal e Bigode, que serviram à seleção.

Em Salvador (BA), o Flamengo venceu o Galícia por 2x1, e empatou com o Bahia em 3x3. Em Ilhéus (BA), vitória por 3x0 sobre o Bahia, e conquista da taça que levava o nome da cidade. Em Aracajú (SE), vitória de 2x0 sobre a Seleção de Sergipe. E em Maceió (AL), empate em 3x3 com a Seleção de Alagoas.

Foto tirada no jogo contra a Seleção de Alagoas, no dia 7 de julho de 1950
Em pé: Gentil Cardoso, Cláudio, Newton, Osvaldo, Job, Biguá, Bria, Dequinha, Antoninho, Valter e Gago, um diretor do Flamengo e Waldomiro Brêda. Agachados: Aristocílio Rocha, Aloisio, Arlindo, Durval, Lero, Esquerdinha, Eliezer e Quiba

O primeiro jogo da excursão aconteceu em 26 de junho (dois dias depois da abertura da Copa), e o último jogo foi em 7 de julho (nove dias antes da fatídica derrota para o Uruguai). O atacante Lero se destacou, marcando cinco dos treze gols rubro-negros.           

O FLAMENGO E A COPA: ALEMANHA SE REDIME DA HISTÓRIA HOMENAGEANDO O MENGÃO

“O mundo dá voltas”, diz o adágio popular. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Flamengo foi obrigado a aposentar a camisa cobra-coral (com a qual conquistou seus primeiros títulos estaduais, em 1914 e 1915), pois o manto lembrava a bandeira da Alemanha – maior inimiga do mundo na época.
As faixas pretas e vermelhas eram divididas por listras brancas mais estreitas
Agora, a pacífica Alemanha veio jogar a Copa do Mundo com uma camisa idêntica a que o Flamengo passou a usar depois que a abandonou a cobra-coral, e com a qual se tornou conhecido em todo o planeta. E a federação alemã deixa claro que o objetivo é homenagear o clube de maior torcida do Brasil e do mundo... 


...Mundo que dá voltas!

O FLAMENGO E A COPA: TÍTULOS DO MENGÃO EM ANOS DE COPA DO MUNDO

Relacionamos os títulos do Flamengo em anos de Copa do Mundo, destacando a partida que garantiu cada conquista. O clube só passou em branco em 1930, 1938, 1998, 2002 e 2010. As Taças Guanabara e Taças Rio não constam por serem anexas ao Campeonato Carioca. A exceção é a Taça Guanabara de 1970, que ainda era uma competição independente do estadual.

Em 1982 (Copa da Espanha), o Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro pela segunda vez.
Em pé: Leandro, Raul, Figueiredo, Marinho, Andrade e Júnior. Agachados: Lico, Adílio, Nunes, Zico e Tita


1934
Torneio Extra do Rio de Janeiro - Flamengo 2x1 Fluminense

1950
Taça Ilhéus - Bahia 0x3 Flamengo

1954
Campeonato Carioca - Flamengo 2x1 Vasco
Torneio Internacional do Rio de Janeiro - Flamengo 5x2 Fluminense

1958
Torneio Internacional de Israel - Flamengo 2x0 Fostir (GRE)

1962
Torneio Triangular da Tunísia - Flamengo 3x0 Stade Túnis (TUN)

1966
Torneio Internacional do Equador - Flamengo 2x0 Corinthians

1970
Torneio Internacional do Rio de Janeiro - Flamengo 2x0 Vasco
Taça Guanabara - Flamengo 1x1 Fluminense

1974
Campeonato Carioca - Flamengo 0x0 Vasco

1978
Campeonato Carioca - Flamengo 1x0 Vasco
Torneio Palma de Mallorca (Espanha) - Flamengo 2x1 Real Madri (ESP)

1982
Campeonato Brasileiro - Grêmio 0x1 Flamengo

1986
Campeonato Carioca - Flamengo 2x0 Vasco
Troféu Naranja (Espanha) - Flamengo 3x0 Valência (ESP)

1990
Copa do Brasil - Goiás 0x0 Flamengo
Copa Sharp (Japão) - Flamengo 7x0 Real Sociedad (ESP)
Copa Marlboro (Estados Unidos) - Flamengo 1x0 Seleção dos Estados Unidos
Torneio de Varginha - Flamengo 1x0 Cruzeiro

1994
Torneio Internacional da Malásia - Flamengo 3x1 Bayer de Munique (ALE)
Taça Pepsi Cola (Japão) - Flamengo 2x1 Kashima Antlers (JAP)

2006
Copa do Brasil - Flamengo 1x0 Vasco

2014
Campeonato Carioca - Flamengo 1x1 Vasco

O FLAMENGO E A COPA: TRICAMPEÕES DE 70 QUE JOGARAM PELO FLAMENGO

O escrete canarinho que conquistou o tricampeonato mundial, em 1970, é considerado o melhor time de futebol de história. E como não poderia deixar de ser, alguns craques daquela seleção maravilhosa defenderam o Flamengo, antes ou depois da Copa.

Dos 22 jogadores que embarcaram para o México, oito fizeram pelo menos uma partida pelo clube: os titulares Carlos Alberto Torres, Brito, Gérson e Pelé, os reservas Paulo César Caju, Roberto Miranda e Dario, além do atacante Rogério, que foi cortado devido a uma contusão, mas permaneceu na delegação, como olheiro. 

Atletas que vestiram a camisa do Flamengo circulados em vermelho.
Em Pé: Rogério e Brito. Agachados: Carlos Alberto Torres e Paulo César Caju. Sentados: Dario, Gérson, Roberto Miranda e Pelé

Eles jogaram pelo Flamengo em momentos distintos da vida. 

Enquanto o meia Gérson começou a carreira no clube, em 1959, o lateral Carlos Alberto Torres se despediu do futebol brasileiro vestindo rubro-negro, em 1977. Depois do Flamengo, o capitão do tri só jogou pelo Cosmos, dos Estados Unidos. 

O zagueiro Brito foi convocado como atleta do Flamengo, mas depois da Copa do Mundo rumou para o Cruzeiro. O ponta Rogério foi contratado logo depois da Copa do Mundo e formou uma dupla de sucesso com Doval. Já o atacante Roberto Miranda chegou ao clube em 1971, mas jogou só onze vezes.

O armador Paulo César Caju foi contratado em 1972, no auge da carreira, e conduziu o Mengão na caminhada do título estadual daquele ano. O centroavante Dario, o Dadá Maravilha, jogou pelo clube entre 1973 e 1974, e marcou vários gols aproveitando milimétricos passes de um menino chamado Zico.

E Pelé jogou 45 minutos pelo Flamengo em 6 de abril de 1979, num amistoso contra o Atlético Mineiro, no Maracanã, cuja renda foi revertida às vítimas das enchentes que assolaram Minas Gerais. O Rei não marcou nenhum gol, mas vestiu o Manto Sagrado número dez e escreveu seu nome na história do clube.            

Vale lembrar que o técnico Zagallo jogou pelo Flamengo nos anos 50, e posteriormente treinou o time.

O FLAMENGO E A COPA: UM CAMPEÃO PELA ITÁLIA NO MENGÃO

O Flamengo iniciou o ano de 1939 disposto a acabar com o jejum de títulos estaduais que perdurava desde 1927. O clube tinha, enfim, o próprio estádio (a Gávea foi concluída no ano anterior), e conseguiu manter os craques Domingos da Guia e Leônidas da Silva, titulares da seleção brasileira na Copa do Mundo da França, disputada no ano anterior.

Mas o presidente Bastos Padilha, marqueteiro nato, queria um jogador de renome internacional para movimentar a opinião pública da época. Contratou Raimundo Bibiani Orsi, atacante argentino naturalizado italiano. O craque disputara a Copa do Mundo de 1934 pela (anfitriã) Itália, sendo decisivo na conquista do título ao marcar três gols no torneio. O mais importante deles na vitória por 2x1 sobre a Tchecoslováquia (atual República Tcheca), na grande final. 

Orsi no centro, entre Valido e Neón

Orsi chegou ao Flamengo aos 37 anos, e entrou em campo apenas dez vezes, sendo protagonista na vitória por 6x3 sobre o Santos (a primeira na Vila Belmiro), quando marcou seus dois únicos gols com a camisa rubro-negra. Porém, apesar de ter jogado pouco, o impacto de sua contratação elevou a autoestima do clube e da torcida. No final de 1939, o Mengão quebrou o incômodo tabu, e conquistou seu primeiro título estadual na era profissional.