TORNEIO RELÂMPAGO

O Torneio Relâmpago foi disputado pelos times de maior torcida do Rio de Janeiro, entre os anos de 1943 e 1946.

No dia 12 de março de 44, o Flamengo venceu o Fluminense por 3x1, em jogo válido pela competição. 

Formação do Flamengo em 1944

Nilo, Perácio e Vevé fizeram os gols da vitória. A partida foi disputada no estádio de General Severiano.  

O ÚNICO JOGO DO FLAMENGO EM LAGES

O dia 11 de março de 1977 foi bem agitado no universo rubro-negro.

O atacante Luisinho teve o seu contrato renovado, com um pomposo aumento salarial. O meia Paulo César Carpeggiani embarcou para o Rio de Janeiro para assinar com o clube, após despedir-se do Inter de Porto Alegre. O ex-jogador Perácio foi sepultado no cemitério São João Batista, com honrarias do Flamengo e da Associação dos Ex-combatentes (ele lutou na Segunda Guerra Mundial).

E o time misto empatou em 1x1 com o Inter de Lages, num amistoso realizado no interior de Santa Catarina.

Time que empatou com o Inter de Lages

Em pé: Renato, Toninho, Dequinha, Paolino, Vanderlei Luxemburgo e Merica. Agachados: Kalu, Dendê, Renato, Adílio e Luís Paulo.

Toninho, Merica, Adílio e Luís Paulo foram os únicos titulares absolutos que entraram em campo. Zico e o técnico Claúdio Coutinho  serviam a seleção brasileira nas eliminatórias para o mundial da Argentina, e os demais atletas ficaram no Rio de Janeiro treinando para a disputa do Campeonato Carioca.  


SHOW DA GERAÇÃO DE 90

No dia 10 de março de 1993, o Flamengo enfrentou o Internacional de Porto Alegre, no Maracanã, pela Taça Libertadores da América. O jogou marcou a estreia do técnico Jair Pereira, e a introdução do novo uniforme da Umbro.

Chamada de capa do jornal O Globo para a matéria sobre o jogo
O Flamengo foi vibrante durante os 90 minutos e venceu por 3x1, com gols de Marquinho, Paulo Nunes e Marcelinho, e uma atuação irretocável do maestro Júnior.

 
Melhores momentos
O triunfo garantiu a classificação para a segunda fase. Nas oitavas de final, o Flamengo passou facilmente pelo Minerrvén, da Venezuela, mas acabou eliminado pelo São Paulo de Telê Santana. 
Depois disso, a promissora geração revelada na Copa São Paulo de 1990 se desfez.  Restaram as lembranças dos grandes jogos... 

VITÓRIA DA CAMISA SOBRE O SANTOS DE PELÉ

Em 9 de março de 1958, Santos e Flamengo duelaram pelo torneio Rio São Paulo, no Pacaembu. O Santos era considerado o melhor time do Brasil, e abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo, com Pepe e Pelé. O resultou parcial levou analistas como Nelson Rodrigues a preverem uma goleada alvi-negra. Mas a história reservava outro final.


Para contá-lo, vamos recorrer ao artigo escrito pelo próprio Nelson Rodrigues à revista Manchete Esportiva:

“Eu via o jogo em seus puros termos técnicos e táticos. Mas quando joga, o Flamengo tem, além do futebol, um outro valor mais alto. Refiro-me a camisa, que não é, como dizem alguns, demagogia sórdida. Não. E não creio que exista no futebol brasileiro algo de tão ativo, militante, imbatível, como a camisa rubro-negra”.

“Ao marcar o Santos o seu segundo gol, desenhou-se para o clube da Gávea a perspectiva pura e simples da goleada. Fazia-se necessário e urgunte um milagre. Içou-se, então, a camisa imortal”.


E o milagre aconteceu. Aos 43 do primeiro tempo, Henrique descontou. Aos 17 da etapa final, Dida empatou. E nos acréscimos, Duca virou. Final, Santos 2x3 Flamengo!

Uma vitória da camisa!

GAZELA NEGRA

Aproveitamos a data para homenagear a velocista Érica Lopes. Ela chegou ao Flamengo em 1960, após destacar-se em clubes do Rio Grande do Sul. Ganhou fama vestindo o manto rubro-negro. Conquistou títulos estaduais, nacionais e internacionais, e quebrou vários recordes ao longo da carreira.


Érica Lopes cruza a linha de chegada em primeiro lugar: rotina
Foi apelidada de Gazela Negra durante os Jogos da Primavera, porque corria sorrindo. Foi lembrada no samba enredo da Estácio de Sá que homenageou o centenário do Flamengo, em 1995. 

A letra continua na ponta da língua do torcedor: “Gazela Negra, corre um tento no olhar, será que você lembra como eu lembro o mundial, que o Zico foi buscar...”