Em 9 de março de 1958, Santos e Flamengo duelaram pelo
torneio Rio São Paulo, no Pacaembu. O Santos era considerado o melhor time do Brasil,
e abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo, com Pepe e Pelé. O resultou
parcial levou analistas como Nelson Rodrigues a preverem uma goleada
alvi-negra. Mas a história reservava outro final.
Para contá-lo, vamos recorrer ao artigo escrito pelo próprio
Nelson Rodrigues à revista Manchete Esportiva:
“Eu via o jogo em seus puros termos técnicos e táticos. Mas
quando joga, o Flamengo tem, além do futebol, um outro valor mais alto.
Refiro-me a camisa, que não é, como dizem alguns, demagogia sórdida. Não. E não
creio que exista no futebol brasileiro algo de tão ativo, militante, imbatível,
como a camisa rubro-negra”.
“Ao marcar o Santos o seu segundo gol, desenhou-se para o
clube da Gávea a perspectiva pura e simples da goleada. Fazia-se necessário e
urgunte um milagre. Içou-se, então, a camisa imortal”.
E o milagre aconteceu. Aos 43 do primeiro tempo, Henrique
descontou. Aos 17 da etapa final, Dida empatou. E nos
acréscimos, Duca virou. Final, Santos 2x3 Flamengo!
Uma vitória da camisa!


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