No final do século 19, os cariocas eram apaixonados pelas Regatas.
Nos domingos, uma multidão se dirigia para a beira do mar a fim de assistir
as provas. Em 1895, cada praia já tinha seu grupo de remadores. A exceção era o Flamengo. Sendo assim, os atletas de Botafogo, São Cristóvão, Caju e
Santa Luzia iam para a orla que concentrava as moças mais belas do Rio de Janeiro
desfilar seus músculos.
Incomodados com a situação, alguns moradores do Flamengo decidiram criar o próprio grupo. Juntaram as economias e compraram um barco de segunda mão, ao qual batizaram de Pherusa.
Incomodados com a situação, alguns moradores do Flamengo decidiram criar o próprio grupo. Juntaram as economias e compraram um barco de segunda mão, ao qual batizaram de Pherusa.
No começo da tarde do dia 6 de outubro, seis jovens iniciaram a
primeira – e única – viagem do barco. Eles saíram do Caju, com destino ao Flamengo.
No início da travessia, o céu estava azul e ensolarado, porém, quando a Pherusa
já havia se afastado da costa, nuvens carregadas surgiram,
seguidas por raios, trovões e uma forte chuva. O vento arrancou a vela, e o
barco virou. Aos rapazes, restou apenas agarrar-se no casco e esperar por
ajuda. Porém, à noite chegou, e ninguém apareceu.
Surge então o primeiro herói do Flamengo (e olha que o clube
ainda nem havia sido criado oficialmente). Joaquim Bahia, o melhor nadador a bordo, decidiu nadar até a praia em busca de socorro, enfrentando ondas
gigantescas com bravura, tendo como única orientação às luzes de uma festa que acontecia na igreja
da Penha. Ao chegar à areia, Joaquim pediu ajuda aos donos de uma lancha,
que foram resgatar os demais remadores.
Primeiro escudo do Flamengo
No
mês seguinte, os jovens fundaram o Grupo de Regatas do Flamengo (que em 1902
passaria a se chamar Clube de Regatas do Flamengo). A assembleia aconteceu no dia 17,
mas a data oficial foi antecipada para o dia 15, para coincidir com o feriado
da Proclamação da República. Eles não imaginavam que estavam dando à luz a uma
paixão que incendiaria o país, transcendendo gerações e modalidades esportivas.


Pena que o atual presidente do Clube quer destruir o Remo e os outros esportes para beneficiar o Futebol e o bolso de seu conselheiros!!!!
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